Prematuridade fetal e escore fullPIERS em pré-eclâmpsia: estudo retrospectivo
DOI:
https://doi.org/10.5327/JBG-2965-3711-153%20Palavras-chave:
pré-eclâmpsia, prematuridade neonatal, gravidez de alto riscoResumo
Introdução: Os distúrbios hipertensivos na gravidez, especialmente a pré-eclâmpsia, são causas principais de mortes maternas e fetais. Pré-eclâmpsia é uma doença multissistêmica de etiologia desconhecida, caracterizada por hipertensão após a 20a semana de gestação e que se resolve no pós-parto. As complicações fetais incluem crescimento intrauterino restrito e prematuridade, aumentando o risco de atrasos no desenvolvimento neuropsicomotor e doenças crônicas na infância. O modelo fullPIERS (Preeclampsia Integrated Estimated of RiSk) foi desenvolvido para avaliar o risco de desfecho adverso materno. Objetivo: Este estudo objetiva associar o score fullPIERS com a prematuridade fetal para ampliar seu uso clínico. Métodos: Realizou-se um estudo observacional retrospectivo com 75 pacientes diagnosticadas com pré-eclâmpsia entre 2018 e 2022. Os dados foram coletados e analisados usando o método de ꭓ2 com 95% de confiança. Resultados: Os resultados mostraram que a média do score fullPIERS foi de 4,77%, com desvio-padrão de 11,08. A idade gestacional média ao parto foi de 32,63 semanas, com desvio-padrão de 4,16. A correlação entre o score fullPIERS e a idade gestacional do parto foi forte e negativa (n=71; rs=- 0,58; p<0,0001). A padronização da avaliação e vigilância da pré-eclâmpsia com protocolos que reconhecem seu modelo inflamatório sistêmico tem sido associada à redução de morbidade materna e intercorrências fetais. Conclusão: Dessa forma, expandir o uso do score fullPIERS para predição de efeitos como retinopatia e atraso no desenvolvimento neuropsicomotor é corroborado pela importância estatística na correlação com prematuridade.
Downloads
Referências
1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Análise de Situação de Saúde. Saúde Brasil 2011: uma análise da situação de saúde e a vigilância da saúde da mulher [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2012 [acessado em 20 fev. 2024]. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/saude_brasil_2011.pdf
2. Wagner SJ, Barac S, Garovic VD. Hypertensive pregnancy disorders: current concepts. J Clin Hypertens (Greenwich). 2007;9(7):560-6. https://doi.org/10.1111/j.1524-6175.2007.06695.x
3. University of British Columbia. Pre-eclampsia. Eclampsia and fetal growth restriction: fullPIERS [Internet]. [acessado em 13 maio 2024]. Disponível em: https://pre-empt.obgyn.ubc.ca/home-page/past-projects/fullpiers/
4. Khan KS, Wojdyla D, Say L, Gülmezoglu AM, Van Look PF. WHO analysis of causes of maternal death: a systematic review. Lancet. 2006;367(9516):1066-74. https://doi.org/10.1016/S0140-6736(06)68397-9
5. Peraçoli JC, Borges VTM, Ramos JGL, Cavalli RC, Costa SHAM, Oliveira LG, et al. Pré-eclâmpsia/eclâmpsia. São Paulo: Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia; 2018.
6. Steegers EAP, von Dadelszen P, Duvekot JJ, Pijnenborg R. Pre-eclampsia. Lancet. 2010;376(9741):631-44. https://doi.org/10.1016/S0140-6736(10)60279-6
7. Menzies J, Magee LA, Macnab YC, Ansermino JM, Li J, Douglas MJ, et al. Current CHS and NHBPEP criteria for severe preeclampsia do not uniformly predict adverse maternal or perinatal outcomes. Hypertens Pregnancy. 2007;26(7):447-62. https://doi.org/10.1080/10641950701521742
8. Apgar V. A proposal for a new method of evaluation of the newborn infant. Curr Res Anesth Analg. 1953;32(4):260-7. PMID: 13083014.
9. Liu L, Johnson HL, Cousens S, Perin J, Scott S, Lawn JE, et al. Global, regional, and national causes of child mortality: an updated systematic analysis for 2010 with time trends since 2000. Lancet. 2012;379(9832):2151-61. https://doi.org/10.1016/S0140-6736(12)60560-1
10. Bokslag A, van Weissenbruch M, Mol BW, Groot CJM. Preeclampsia; short and long-term consequences for mother and neonate. Early Hum Dev. 2016;102:47-50. https://doi.org/10.1016/j.earlhumdev.2016.09.007
11. von Dadelszen P, Payne B, Li J, Mark Ansermino J, Pipkin FB, Côté AM, et al. Prediction of adverse maternal outcomes in pre-eclampsia: development and validation of the fullPIERS model. Lancet. 2011;377(9761):219-27. https://doi.org/10.1016/S0140-6736(10)61351-7


